Sobre o que vão dizer de mim

Nunca confie em alguém que não trouxe seu próprio livro.
Nunca confie em alguém que não trouxe seu próprio livro.

Que eu sou muito pequena,
Muito nova,
Muito patética.

Que pra dar opinião sobre qualquer coisa, tem que se ter experiências, citar fontes,

Que não é qualquer panaca que sai por aí falando, que vai ser reconhecido como uma mente pensante. Vão me dizer – sim, nessas horas, prevejo o futuro – que eu devia procurar o que fazer.

Me dizem que qualquer um com internet hoje em dia é escritor, é poeta.
Verdade. Qualquer um antigamente, com papel era também.
Quantos dos que tinham papel, viraram grande coisa? Mas ah, o que eles vão me dizer…

Mas ah, o que eles vão falar de mim…

Se eu penso, logo existo e se me deram boca, ou dedos
Então sim, eu posso dar a minha opinião. Ela pode não ser grande coisa,
Mas num século onde a passividade comove até os pensamentos, quem é que vai dizer que a minha pró-atividade é pequena? — Ou pior, que eu devia fazer do meu tempo, algo mais produtivo?