Novas Aquisições / Feira de Livros na EACH – USP Leste

Chega um tempo na vida de todo mundo que se tem que refinar a própria vida. No que vai trabalhar e no que vai simplesmente usar como Róbi. Eu, que não aprendi essas coisas quando devia, junto os dois e espero sair ilesa dessa.

Semana passada (se for contar que hoje foi domingo), fui na feira de livro da EACH. Lá, como dizia o evento no facebook, os descontos nos livros estariam em até 50% o diferente na feira, que esse até 50% de desconto não era uma incerteza de “o máximo de desconto que você vai achar por lá é um desconto de metade do preço”. O que eu achei foram todos nessa faixa de deconto, ou seja, no total, o preço (que não foi nada barato), caiu pela metade! Coisa que nenhum lugar físico ou mesmo virtual, vá fazer por mim. Você pensa, EACH, USP Leste, só tem Livro Universitário, mas não senhores! O que encontrei você vê abaixo..

Belezinhas. Desculpe pela (ótema) qualidade da Câmera. Já que o Blog inteiro pende para a esquerda, o alinhamento dos livros também.

De baixo para cima:

Para não maldizer qualquer livraria que venda mais caro que a feira, vou chamá-la de Livraria X.

  • Persépolis, de Marjane Satrapi, uma quadrinista Iraniana que cresceu num Irã diferente do Irã de hoje, onde as mulheres não eram obrigadas a viver de véu, embora ainda fosse um país tradicionalista, onde a autoridade dos pais é relevante e as mocinhas modernas não são tão modernas como aqui. Eu vou fazer um post reservado desse livro o quanto antes, que assim que o comprei, já sentei com a bundinha num canto confortável e já o comi. Na livraria X, achei por 46. Na feira, por 23.
  • Depois, uma Coletânea de Poemas do Bertold Brecht, de 1913 a 1956. Para ser sincera, eu só conhecia o famigeradíssimo poema “A Indiferença” que tem pintado na parede do Sindicato dos Metalúrgicos uma adaptação até mais comprida, que eu passava em frente quase todo dia, no ABC Paulista. Na Livraria X, 56. Na feira, 27.

Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.

  •  Depois, de sobremesa, depois da Marjane, estou devorando a Laranja Mecânica, uma edição lindíssima de comemoração aos 50 anos de publicação, da editora Aleph. Ontem comecei e já terminei a primeira parte, onde Alex, o protagonista é preso. Creio que lá para quinta feira eu o termine. A quem interessar, vale a pena não lê-lo em doses homeopáticas, pois como contém muita gíria do vocabulário Nasdat (inventada pelo Linguista e Autor do Livro, Anthony Burgess), é fácil de esquecê-las. Vou também fazer um post dedicado a ele, talvez até com uma filmagem da capa e do cuidado da editora com o livro. Na livraria X, 79. Na feira, 40. <<< A resenhinha modesta e marota dele, tá aqui.
  • Em cima, meus exemplares do Curso de estética de Hegel, que eu comprei para a faculdade, mas mais por curiosidade. Não me mandaram lê-lo, estou em Aristóteles, ainda faltam uns séculos. Mas comprei na feira do livro da USP, que segundo o japonês que me vendeu, se fosse numa livraria comum, eu pagaria o preço que paguei pelos dois, por apenas um, que foi exatamente o que aconteceu. Na livraria X, 95,90. Na Feira, 89,90 os dois. Promoção~ dois por um. Obviamente, eu teria que viver umas duas vidas a mais, só para poder fazer uma resenha desse cara, então não vou postar mais dele aqui, não pelo menos por enquanto.
  • Acima, uma outra velhotinha que eu sou apegada, a Hilda (sentiu a intimidade, né?) Lembro de um professor falando que ela escrevia contos para a Playboy antigamente e se alguém olhasse para ela na rua, jamais imaginaria que de sua cabeça sairia uns Contos de Escárnio como esses, da foto. Conheci-a na biblioteca municipal da cidade de onde eu vim, com “A obscena Senhora D”, de onde tirei a Quote que às vezes aparece no canto direito, às vezes não, do “Gozo grosso e penso: sou um escritor brasileiro, coisa de macho, negona. Vamos lá”. Com a Hilda eu vou fazer mais um post, mais uma série. Isso, se depender só de mim. Ainda tenho o resto da coleção da Globo para comprar, toda dela. E pretendo, viu? Só basta achá-los e ter dinheiro no bolso, quando o fizer. O “Cartas de um Sedutor paguei 16, enquanto na Livraria Y (pois não tinha na X) estava 31. O “Contos D’escárnio | Textos Grotescos” estava a 11 na feira, na Y, 21.
  • As Crônicas Marcianas serão colocadas junto de Fahrenheit 451, para ler um e depois o outro, na sequência. Comprei o 451 antes de Bradbury passar dessa para a melhor, ele passou e a sem vergonha aqui ainda não o leu. É de matar de desgosto. Daí quando eu o ler e terminar de ler Laranja mecânica, vou comprar o 1984 do Orwell e o Admirável Mundo Novo, só para estar a par da coleção de Distopias must-have do mundo. Na livraria X, 13. Na feira, 7.
  • E em cima, sozinho, quietinho, Linguagem e Ideologia do Fiorin, só para ver qual que é a dele, junto dos livros da faculdade “Introdução à Linguistica I e II”, que eu tenho que ler. Na X, 23,50. Na feira, 11. Ou seria dez?