Fones de ouvido para esquecer do mundo

Ah, o poder de ser ignorado e ignorar! Colocar fones de ouvido é a mesma coisa que colocar aqueles gravatinhas de porta escrito: Não perturbe! É o código universal (que sua mãe não entende… ) de que você não quer papo.

Pode ou não ter músicas envolvidas. Tem quem goste de usar fones de ouvido como uma poção mágica que aumenta a concentração. Um isolador do mundo. Se fosse feita uma pesquisa quanto à hora que mais se tem pessoas com fones, posso apostar que é 1.) na frente do computador; 2) no transporte público.

Só que é muito fácil falar que está de fones de ouvidos, usando uma cordinha branca dependurada entre o celular/computador e as orelhas. Aquele “fone que veio junto”, sabe? Tem quem pague para ouvir músicas (culpada!) e acredite que de nada adianta uma rica qualidade da mixagem, com porcarias como reprodutores.

Por isso, aqui vai uma minúscula lista de fones pagáveis que têm uma qualidade boa nos agudos e também nos graves, sem contar daquela boa e velha isolação dozotro:

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[Resenha] Uma mulher no Sci-fi???

Vencedor do Hugo Awards de 1970, competindo contra o SlaughterHouse-five de Curt Vonnegut, (Matadouro 5), em português. “A Mão esquerda da escuridão” de Ursula K. Le Guin figura entre os meus melhores deste ano!

Li, em resenhas do Skoob que uma pessoa “sem querer ser machista, este livro só poderia ser escrito por uma mulher”. E ele tem razão para sempre! Só uma mulher para ter tanto tato e tanta lucidez para tratar de alienígenas que não sejam asquerosos humanóides, ou que não seja sobre a invasão dos mesmos. Na temática me lembra um pouco Cavernas de Aço, de Asimov.

Genly Ai, um terráqueo dos trópicos, “escuro como a terra”, vai em missão de paz a um outro planeta. Quer fazer parcerias com esse outro grupo, para fins de evolução. E vai só, sem frota. Ele, um estrangeiro, em terras novas. Que, apelidado de “enviado”, representa também uma ameaça.

Capa

Capa Lidja!

A interpretação que dei a essa lindeza passa longe do arquétipo de ficção científica. Mais parece uma coleção de tipos, de raças. Embora não trate vastamente de muitas sociedades (todas, inclusive, Monarquias), trata com intensidade das diferenças. Da estranheza de um corpo humanóide sem genitais, andrógino em totalidade senão por uma fase de Kemmering, onde dependendo das vibrações do momento, pode se transformar ao que o terráqueo chama de homem/mulher. E só pelo fato de não ser uma sociedade voltada aos genitais, se vê a diferença tanto no físico, quanto no mental. Um rei pode ficar grávido e lamentar a morte de seu recém-nascido pelo resto da existência, como tem-se notícia que as mulheres tenham feito.

Uma criança não brinca de boneca ou de carrinho, pois não tem a separação. São só “pessoas”. O genital não dita. E as crianças sequer são criadas pelos pais, o Lar, o conjunto de dormitório, o Estado é quem cuida das crias. Todos são tratados como irmãos e são todos criados juntos. O que cria um conjunto de adjetivos de um povo muito maior que a orientação guiada pelos pais.

Contra

Contracapa e um migo do lado

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Amazon: Leia enquanto Enviamos

Das felicidades de se comprar um livro na livraria e não na internet, com certeza está na sede. Com vontade, a gente, antes mesmo de chegar em casa, já pode sentar em algum lugar e começar. Sem ter que esperar chegar, sem ficar em casa (ou mandar a mãe ficar) par receber o pacote. É só ir, comprar, voltar e ler. E engraçado que é realmente muito raro ir a um livraria sem voltar com um filhotinho novo, enquanto que em sites, é bem normal a gente só “simular a compra para ver quanto vai ficar” e não levar nada.

Talvez, com isso em mente, a Amazon criou o tal do “Leia enquanto enviamos” que dá acesso a uma obra em ebook, enquanto eles empacotam o livro físico. Das vantagens de comprar um ebook é o preço que em tese é menor e a portabilidade. Só que não fica bonito na estante, né?

Querendo fazer um especial Anais Nin, pesquisei o único livro dela que não li e vi que os preços não eram assim tão diferentes:

Preco fisico versos ebook

Preço fisico versos ebook

Então eu comprei o físico. E testei o “Leia enquanto Enviamos”. […]

Fast Food Versus Slow Food

Leitor Nulo, não troquei a frase de bem-vindo que vem no cabeçalho do blog, isso aqui ainda é sobre livros. Só que… Como, no Fast-food que é a internet, posso tratar da Slow Food, que são os Livros? É uma pergunta que eu faço e não consigo me responder. Manter periodicidade é uma premissa de Leia mais sobreFast Food Versus Slow Food[…]

Azul é a cor mais quente [Filme + HQ]

Colocar essas gracinhas no +18 é até maldade, mas acho que esse é o lugar delas. Tanto os quadrinhos quanto o filme têm cenas… mais inadequadas, eu diria.

O frenesi em cima deles foi justamente em cima disso, o tal do *sexo lésbico*. Só que, mesmo que tenha ganho boa dimensão nas telas, em francês o nome estava como “La vie d’Adele” – que nem precisa de tradução. E os quadrinhos é como em português mesmo, “O Azul é a cor mais quente”. Não se trata de uma obra de pornô pra homem, com duas mulheres de salto alto e uma luz ruim.

O HQ mostra tanto o amor da Adele por Emma (a moça do cabelo Azul), a atração e tudo o que um romance hétero teria, mas não só. Mostra o lado “ruim” da homossexualidade, tanto por ignorância dos pais que preferem abandonar uma filha, quanto pela sociedade em não aceitar que elas se casem. É sensível, mas bem crítico.

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Knights of Sidonia – NetFlix e desambiguações

Quando a NetFlix começou a postar Animes, o único que eu assisti com vontade foi DeathNote (que até cabe post, eu diria…). Na minha época mais assídua de assistidora de animes, ainda não tinham inventado o NetFlix (sensação de velhice em três, dois, um…) então tinha eu que ficar baixando e assistindo.

Nessa série que não duram vinte e cinco minutos contando a introdução chatíssima que a gente pula com gosto, o que se ambienta é um cenário pós-terra em que humanos se juntam numa cidade espacial (Advinha o nome?) Sidonia. Lá, com a escassez de comida, começamos a fazer fotossíntese e a depender de comida em apenas uma vez por semana. A gravidade é artificial e, quando a nave/cidade precisa se mover, os humanos colam seus cintos nas barras de segurança e, se alguém ficar de fora, cai mesmo. […]

Astronauta – Magnetar

Fui na Bienal do Livro esperando descontaço e.. Fuéééén. Digo, estava como a BlackFrieday, né. Tudo pela metade do dobro, mais dez por cento de desconto *que você não pode perder*.

No stand da Companhia das Letras o que me chamou atenção foi a Zahar (que estava mesmo cinquenta por cento mais barato, eu penso – se bem que não me lembro do preço nas livrarias dos clássicos capas dura). E na Panini, veja só, encontrei esse, que nem fazia parte da minha WishList (na qual cabem pelo menos oitenta por cento dos livros do mundo).

Astronauta Magnetar e um roupão e de bulinhas

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