Fones de ouvido para esquecer do mundo

Ah, o poder de ser ignorado e ignorar! Colocar fones de ouvido é a mesma coisa que colocar aqueles gravatinhas de porta escrito: Não perturbe! É o código universal (que sua mãe não entende… ) de que você não quer papo.

Pode ou não ter músicas envolvidas. Tem quem goste de usar fones de ouvido como uma poção mágica que aumenta a concentração. Um isolador do mundo. Se fosse feita uma pesquisa quanto à hora que mais se tem pessoas com fones, posso apostar que é 1.) na frente do computador; 2) no transporte público.

Só que é muito fácil falar que está de fones de ouvidos, usando uma cordinha branca dependurada entre o celular/computador e as orelhas. Aquele “fone que veio junto”, sabe? Tem quem pague para ouvir músicas (culpada!) e acredite que de nada adianta uma rica qualidade da mixagem, com porcarias como reprodutores.

Por isso, aqui vai uma minúscula lista de fones pagáveis que têm uma qualidade boa nos agudos e também nos graves, sem contar daquela boa e velha isolação dozotro:

Da esquerda para a direita:  

O AKG 414 foi meu primeiro fone da linha “profissional”. Extremamente portátil, inteligível, responde bem aos graves, plug p2 e vem com adaptador p10. Isola lá fora que é uma bença. Sua desvantagem mesmo é que, como a maioria dos extra auriculares, depois de umas horas começa a doer a cartilagem. A espuma que envolve os falantes vão se desgastando, mas você encontra reposição. Um som bem vivo, com graves dignos. Se você ouve baixinho, claro, perde os graves. Mas fica bem digno.
Amado por músicos e por técnicos, esse é o fone que eu mais odeio na vida. Ele não fica na cabeça, não responde bem aos graves. Ao contrário da maioria, não machuca a orelha e é, como o 414p, portátil. Você vira os falantinhos para dentro e guarda numa bolsinha/necessaire. Cabe em todas as cabeças sem problemas. Espuma de reposição também facilmente encontrável
É o fone que eu uso hoje em dia. Depois que o meu 414p quebrou, comprei esse de um amigo que me recomendou. Responde bem aos graves, é bonito, vem em um milhão de cores. É inteligível e menos portátil que os demais. É maior onde ficam as orelhas, mas ainda sim machuca. Fala mais baixo que o 414p, mas ainda fala alto.
Esse Koss é o mais barato, o único intra auricular e é tão digno e foi meu preferido por muito tempo (até, claro, quebrar). A espuma era um parto de enfiar dentro da orelha, mas uma vez lá dentro, nunca mais saía. Os graves, embora os intra sejam piores que os demais mostrados, é muito digno e até surpreendente. Era o mais alto dos meus fones. Amorzinho para a vida toda. E barato! Lá fora não chega a trinta reais (convertidos, em 2010) e aqui dentro também. Tem espuma de reposição e altos riscos de se apaixonar.