Comecei uma brincadeira de Wattpad

Ainda nessa onda de “Resoluções para 2015”, está em voltar escrever como antes, como quando a vida não batia na minha porta. Escrever por que é bom, por que é legal. Já ouvi e li muita gente que Wattpad é bacana, que são livros gratuitos, de fãs para fãs. Eu não sabia que dava para Leia mais sobreComecei uma brincadeira de Wattpad[…]

Meus primeiros contatos com o Marquês de Sade

Todo mundo tem curiosidade. É falar da história dele e a gente fica com a pulguinha atrás da orelha. Coçando. Há, eu sei, quase um sacrilégio, quem nunca tenha ouvido falar dele.

Mas “Marquês de Sade” é uma das coisas no complexo movimento da terra (que eu nunca vou entender) que provoca curiosidade fulminante. Um Google e você já quer ler até os bilhetes que o homem deixava para a serviçal. É muito interessante, no mínimo, uma pessoa que torturava as outras por seu próprio prazer e foi preso na Bastilha (!) denunciado pela esposa e mais umas moçoilas por aí.

A gente acha o Marquês pelos estilhaços que sobrou dele, nesses dias. A gente acha o Marquês pelos 50 tons. E está tudo bem. Se não fossem os ruídos, nada teria sobrado, senão um seleto grupo que o cultua fervorosamente do qual, (pense você leitor o que quiser) eu não faço parte. Sério, até curto ler, mas acho muito… além de mim. Enfim.

Mas eu achei o Marquês acho que como todo mundo, ouvindo alguém falar, num blog da internet, ou coisa assim. Na época que eu ouvi sobre, sequer Crepúsculo era livro, vá lá 50tons. Não é para dar uma de “I knew it before it was cool“, sério. Na época, para você ver, não tinha uma edição no mercado. Só PDF dos amantes. E foi por eles que eu comecei. Li alguns, não vou mentir, blindada. Me preparei para aquela coisa toda de sangue e choro e zás. E não teve. Li uma coisinha tão sem graça que eu, sinceramente, estava achando o trovão que seguia toda vez que eu ouvia seu nome era puro marketing.

Abandonei. Fui para o “pai” do masoquismo. E adorei muito mais, muuuuito mais. Aviso: não contém nenhum absurso +18, a história é simples, o que fizeram com ela é que está toda a graça. Passeando pela biblioteca municipal achei uma coisa muito peculiar: A mãezoca do feminismo, Dona Beauvoir, falando de Sade em “É preciso queimar Sade?”. Aluguei, claro. Ele, mais um do próprio autor. […]

Bukowski era um Henry Miller com mais pau

E comia mulheres melhores.

Se bem posso me lembrar, se bem pode a memória tomar conta desse detalhe, digo, Bukowski tinha um pau de 19cm e o Miller, só 15. Eis a prova cabal de que tamanho não é documento. Pelo menos, para as francesas.

Ambos se contentavam em chamar suas mulheres por “bocetas”, ou “vulvas”. Um decidiu passar fome nos Estados Unidos e o outro teve de ir para a França. E escreviam sobre isso, a vida do ponto de vista da fome, da miséria. Todos conferimos à pobreza certa genialidade, mas se o leitor me permite dizer, não é a pobreza que confere qualquer coisa à eles, mas a falta de medo, o fogo nos olhos, a observação. Hemingway disse certa vez que um escritor tem que saber descrever uma pesca, do momento da espera à fisgada fatal – pelo menos para o peixe. Miller e Bukowski deram isca para pessoas. Viram a loucura, o gozo e a miséria e se sentaram para escrever. Passaram pela vida como quem passa por um túnel – sem levar nada. E ao mesmo tempo, dela levaram tudo, das menores impressões aos grandes momentos. Bukowski, sim, eu sei que você sabe, a regra número um é não subestimar o leitor, passou quinze anos no serviço dos correios. E Miller, à mercê de um Indiano sovina. Souberam passar pela vida.

O Livro só é bom quando te deixa ruim consigo

Fazer da espera uma experiência. Fazer do trabalho as férias. Não temer passar fome, nem frio, nem solidão. É saber que não somos, nem seremos completos. Aceitar o próprio tamanho. É uma coisa muito estranha essa, de saber esperar. Em pleno século 21. Não ocupar-se de experiências vazias pelo simples (fiquei parada nesse “simples” por bons minutos). Pela simples nadafazença. Não rolarás o feed por ócio. Explorar humanos, sem distinção. Se os loucos é que são os gênios e nós não o somos, observemos então! Observar e viver são coisas diferentes? Transar e ser vouyer o são? Resultam em alguma coisa semelhante, no final. Assino. […]

[Resenha] Um Cântico para Leibowitz

Outra coisa que me prometi, foi de escrever mais aqui, querido senhor Leitor Zero. Comprei o Cântico na feira do livro da USP e como me prometi desencalhar leituras, esse foi o escolhido da vez. Se a gente seguisse com a ideia da Úrsula K. Le Guin, sobre o que é a Sci-fi, eu ficaria muito frustrada de só dizer que o livro se trata de um “e se…”. Mas por partes, é bem isso. E se, depois do dilúvio que os católicos acreditam ter acontecido de fato (aquele, da Arca de Noé), viesse outro dilúvio, como também crêem os católicos (O autor, Walter Miller Jr, é católico convertido depois de lutar muito na guerra, mas, perdoe o comentário, não foi o suficiente para manter a cabeça longe da arma, depois do falecimento de sua esposa), só que dessa vez, de fogo? E se esse “fogo” fosse radiação? Eis o ponto inicial de nossa história.

Advirto ao leitor que não se trata entretanto, de um simples “contar de fatos”. É esse o cenário que permeia a trama, mas não é ele o ponto principal. Aqui, o ponto principal, digo eu, é o que acontece com a igreja e que papel ela vai assumir, quando o apocalipse termina. Sendo hoje em dia tudo digitalizado, tudo contabilizado em planilhas, quais conhecimentos seriam essenciais e quais sobreviveriam a uma catástrofe radiativa?

Leibowitz e uns migos

Leibowitz e uns migos

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Adeus 2014, Olá 2015

Aqui estou eu, no segundo dia do ano, sem nada para fazer (finalmente) pensando no ano que se foi e no ano que ainda começa. Sim, querido leitor zero, acho que mesmo contra minha vontade, isso vai ser um daqueles textos de reflexão. Me perdoe de antemão. 2014 figura entre um dos piores anos de Leia mais sobreAdeus 2014, Olá 2015[…]

Fones de ouvido para esquecer do mundo

Ah, o poder de ser ignorado e ignorar! Colocar fones de ouvido é a mesma coisa que colocar aqueles gravatinhas de porta escrito: Não perturbe! É o código universal (que sua mãe não entende… ) de que você não quer papo.

Pode ou não ter músicas envolvidas. Tem quem goste de usar fones de ouvido como uma poção mágica que aumenta a concentração. Um isolador do mundo. Se fosse feita uma pesquisa quanto à hora que mais se tem pessoas com fones, posso apostar que é 1.) na frente do computador; 2) no transporte público.

Só que é muito fácil falar que está de fones de ouvidos, usando uma cordinha branca dependurada entre o celular/computador e as orelhas. Aquele “fone que veio junto”, sabe? Tem quem pague para ouvir músicas (culpada!) e acredite que de nada adianta uma rica qualidade da mixagem, com porcarias como reprodutores.

Por isso, aqui vai uma minúscula lista de fones pagáveis que têm uma qualidade boa nos agudos e também nos graves, sem contar daquela boa e velha isolação dozotro:

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[Resenha] Uma mulher no Sci-fi???

Vencedor do Hugo Awards de 1970, competindo contra o SlaughterHouse-five de Curt Vonnegut, (Matadouro 5), em português. “A Mão esquerda da escuridão” de Ursula K. Le Guin figura entre os meus melhores deste ano!

Li, em resenhas do Skoob que uma pessoa “sem querer ser machista, este livro só poderia ser escrito por uma mulher”. E ele tem razão para sempre! Só uma mulher para ter tanto tato e tanta lucidez para tratar de alienígenas que não sejam asquerosos humanóides, ou que não seja sobre a invasão dos mesmos. Na temática me lembra um pouco Cavernas de Aço, de Asimov.

Genly Ai, um terráqueo dos trópicos, “escuro como a terra”, vai em missão de paz a um outro planeta. Quer fazer parcerias com esse outro grupo, para fins de evolução. E vai só, sem frota. Ele, um estrangeiro, em terras novas. Que, apelidado de “enviado”, representa também uma ameaça.

Capa

Capa Lidja!

A interpretação que dei a essa lindeza passa longe do arquétipo de ficção científica. Mais parece uma coleção de tipos, de raças. Embora não trate vastamente de muitas sociedades (todas, inclusive, Monarquias), trata com intensidade das diferenças. Da estranheza de um corpo humanóide sem genitais, andrógino em totalidade senão por uma fase de Kemmering, onde dependendo das vibrações do momento, pode se transformar ao que o terráqueo chama de homem/mulher. E só pelo fato de não ser uma sociedade voltada aos genitais, se vê a diferença tanto no físico, quanto no mental. Um rei pode ficar grávido e lamentar a morte de seu recém-nascido pelo resto da existência, como tem-se notícia que as mulheres tenham feito.

Uma criança não brinca de boneca ou de carrinho, pois não tem a separação. São só “pessoas”. O genital não dita. E as crianças sequer são criadas pelos pais, o Lar, o conjunto de dormitório, o Estado é quem cuida das crias. Todos são tratados como irmãos e são todos criados juntos. O que cria um conjunto de adjetivos de um povo muito maior que a orientação guiada pelos pais.

Contra

Contracapa e um migo do lado

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Amazon: Leia enquanto Enviamos

Das felicidades de se comprar um livro na livraria e não na internet, com certeza está na sede. Com vontade, a gente, antes mesmo de chegar em casa, já pode sentar em algum lugar e começar. Sem ter que esperar chegar, sem ficar em casa (ou mandar a mãe ficar) par receber o pacote. É só ir, comprar, voltar e ler. E engraçado que é realmente muito raro ir a um livraria sem voltar com um filhotinho novo, enquanto que em sites, é bem normal a gente só “simular a compra para ver quanto vai ficar” e não levar nada.

Talvez, com isso em mente, a Amazon criou o tal do “Leia enquanto enviamos” que dá acesso a uma obra em ebook, enquanto eles empacotam o livro físico. Das vantagens de comprar um ebook é o preço que em tese é menor e a portabilidade. Só que não fica bonito na estante, né?

Querendo fazer um especial Anais Nin, pesquisei o único livro dela que não li e vi que os preços não eram assim tão diferentes:

Preco fisico versos ebook

Preço fisico versos ebook

Então eu comprei o físico. E testei o “Leia enquanto Enviamos”. […]

Fast Food Versus Slow Food

Leitor Nulo, não troquei a frase de bem-vindo que vem no cabeçalho do blog, isso aqui ainda é sobre livros. Só que… Como, no Fast-food que é a internet, posso tratar da Slow Food, que são os Livros? É uma pergunta que eu faço e não consigo me responder. Manter periodicidade é uma premissa de Leia mais sobreFast Food Versus Slow Food[…]

Azul é a cor mais quente [Filme + HQ]

Colocar essas gracinhas no +18 é até maldade, mas acho que esse é o lugar delas. Tanto os quadrinhos quanto o filme têm cenas… mais inadequadas, eu diria.

O frenesi em cima deles foi justamente em cima disso, o tal do *sexo lésbico*. Só que, mesmo que tenha ganho boa dimensão nas telas, em francês o nome estava como “La vie d’Adele” – que nem precisa de tradução. E os quadrinhos é como em português mesmo, “O Azul é a cor mais quente”. Não se trata de uma obra de pornô pra homem, com duas mulheres de salto alto e uma luz ruim.

O HQ mostra tanto o amor da Adele por Emma (a moça do cabelo Azul), a atração e tudo o que um romance hétero teria, mas não só. Mostra o lado “ruim” da homossexualidade, tanto por ignorância dos pais que preferem abandonar uma filha, quanto pela sociedade em não aceitar que elas se casem. É sensível, mas bem crítico.

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Knights of Sidonia – NetFlix e desambiguações

Quando a NetFlix começou a postar Animes, o único que eu assisti com vontade foi DeathNote (que até cabe post, eu diria…). Na minha época mais assídua de assistidora de animes, ainda não tinham inventado o NetFlix (sensação de velhice em três, dois, um…) então tinha eu que ficar baixando e assistindo.

Nessa série que não duram vinte e cinco minutos contando a introdução chatíssima que a gente pula com gosto, o que se ambienta é um cenário pós-terra em que humanos se juntam numa cidade espacial (Advinha o nome?) Sidonia. Lá, com a escassez de comida, começamos a fazer fotossíntese e a depender de comida em apenas uma vez por semana. A gravidade é artificial e, quando a nave/cidade precisa se mover, os humanos colam seus cintos nas barras de segurança e, se alguém ficar de fora, cai mesmo. […]