Não mate as Árvorezinhas! – Procrastinar, meu Deus, por quê?

Então é ano novo, você se prometeu ser outra pessoa, totalmente produtiva e prafentex. Só que já é Maio-quase-junho, a inscrição do enem já acabou e você está aí: Diabé Floema mesmo? No quadrado perfeito qual que soma, mesmo? Pois é, todo mundo sabe como é. O que te mantém no plano de ser alguém melhor Leia mais sobreNão mate as Árvorezinhas! – Procrastinar, meu Deus, por quê?[…]

[Resenha] Um Cântico para Leibowitz

Outra coisa que me prometi, foi de escrever mais aqui, querido senhor Leitor Zero. Comprei o Cântico na feira do livro da USP e como me prometi desencalhar leituras, esse foi o escolhido da vez. Se a gente seguisse com a ideia da Úrsula K. Le Guin, sobre o que é a Sci-fi, eu ficaria muito frustrada de só dizer que o livro se trata de um “e se…”. Mas por partes, é bem isso. E se, depois do dilúvio que os católicos acreditam ter acontecido de fato (aquele, da Arca de Noé), viesse outro dilúvio, como também crêem os católicos (O autor, Walter Miller Jr, é católico convertido depois de lutar muito na guerra, mas, perdoe o comentário, não foi o suficiente para manter a cabeça longe da arma, depois do falecimento de sua esposa), só que dessa vez, de fogo? E se esse “fogo” fosse radiação? Eis o ponto inicial de nossa história.

Advirto ao leitor que não se trata entretanto, de um simples “contar de fatos”. É esse o cenário que permeia a trama, mas não é ele o ponto principal. Aqui, o ponto principal, digo eu, é o que acontece com a igreja e que papel ela vai assumir, quando o apocalipse termina. Sendo hoje em dia tudo digitalizado, tudo contabilizado em planilhas, quais conhecimentos seriam essenciais e quais sobreviveriam a uma catástrofe radiativa?

Leibowitz e uns migos

Leibowitz e uns migos

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Fones de ouvido para esquecer do mundo

Ah, o poder de ser ignorado e ignorar! Colocar fones de ouvido é a mesma coisa que colocar aqueles gravatinhas de porta escrito: Não perturbe! É o código universal (que sua mãe não entende… ) de que você não quer papo.

Pode ou não ter músicas envolvidas. Tem quem goste de usar fones de ouvido como uma poção mágica que aumenta a concentração. Um isolador do mundo. Se fosse feita uma pesquisa quanto à hora que mais se tem pessoas com fones, posso apostar que é 1.) na frente do computador; 2) no transporte público.

Só que é muito fácil falar que está de fones de ouvidos, usando uma cordinha branca dependurada entre o celular/computador e as orelhas. Aquele “fone que veio junto”, sabe? Tem quem pague para ouvir músicas (culpada!) e acredite que de nada adianta uma rica qualidade da mixagem, com porcarias como reprodutores.

Por isso, aqui vai uma minúscula lista de fones pagáveis que têm uma qualidade boa nos agudos e também nos graves, sem contar daquela boa e velha isolação dozotro:

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Fast Food Versus Slow Food

Leitor Nulo, não troquei a frase de bem-vindo que vem no cabeçalho do blog, isso aqui ainda é sobre livros. Só que… Como, no Fast-food que é a internet, posso tratar da Slow Food, que são os Livros? É uma pergunta que eu faço e não consigo me responder. Manter periodicidade é uma premissa de Leia mais sobreFast Food Versus Slow Food[…]

Astronauta – Magnetar

Fui na Bienal do Livro esperando descontaço e.. Fuéééén. Digo, estava como a BlackFrieday, né. Tudo pela metade do dobro, mais dez por cento de desconto *que você não pode perder*.

No stand da Companhia das Letras o que me chamou atenção foi a Zahar (que estava mesmo cinquenta por cento mais barato, eu penso – se bem que não me lembro do preço nas livrarias dos clássicos capas dura). E na Panini, veja só, encontrei esse, que nem fazia parte da minha WishList (na qual cabem pelo menos oitenta por cento dos livros do mundo).

Astronauta Magnetar e um roupão e de bulinhas

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Literatura não serve pra nada. ME POUPE!

Somos treinados desde pequenos a narrativas complexas. Filmes com reviravoltas, personagens que morreram no meio do filme e voltam das cinzas numa continuação, as CutScenes que devem se chamar assim por que ninguém assiste. Tem ainda as novelinhas, os programas infantis (Castelo Rá-tim-bum, Rá-tim-bum, Os Saltimbancos). Tudo baseado em história. Se começamos lá atrás com aeronaves destruindo meteoros, a história nos trouxe a Trevor, Michael e Franklin. Vocês que sabem de videogame melhor que eu, não podem discordar.

Entretanto, não é de hoje que personagens são estudados na Literatura. Para criar VideoGames, pessoas estudaram Teoria Literária. Para Criar Filmes, estudaram. Antônio Cândido já falava da diferença de um personagem plano (Mario Mario, encanador “”Italiano”” que pretende salvar uma Princesa das garras de um Vilão), comparado a Personagem Elíptico, como o já comentado,  Trevor, de GTA V. Ou ele não é um Solitário que se apaixona pela Esposa Sequestrada, ao passo de ser um cara que não passou no exame Psicológico para piloto? Até de sua criação sabemos! O Papai violento e a mamãe tagarela… […]

As Cavernas de Aço – Isaac Asimov

Num mundo onde somos acostumados a robôs virtuais e reais, tanto dentro quanto fora do computador, Cavernas de Aço não parece novidade. Num mundo paralelo, onde robôs não são apenas terráqueos mas também alienígenas, a divisão se dá em sociedades fechadas. Humanos com ódio de robôs, robôs com medo de humanos. A ameaça de que ambas sociedade os separa. Robôs e Seres Siderais de um lado, Humanos doutro. Humanos, separados em castas, com medo de perder seus empregos a robôs, Seres Siderais e robôs com medo das doenças que podem transmitir humanos.

As Cavernas de Aço – Isaac Asimov

Neste mundo, está um detetive humano Elijah Baley, obrigado a trabalhar lado a lado com um detetive Robô, Daneel, depois de um assassinato de um Sideral, cuja suspeita de que tenha sido por humano uma vez que, sendo siderais “Superiores” em intelectos e filosofias, um Sideral jamais assassinaria a outro. […]

Melhores Apps Para escritores

Sim! Pois Escritores querem saber aqueles apps mágicos que ajudam na hora do vamo vê. Problema é que aquela editor de texto de 2007 velho de guerra ainda ganha na escolha. (Mesmo que ele trave, apague nosso arquivo precioso, salve uma versão antiga e lerdeia depois das 100+ páginas. É amigo. Essas coisas são de matar).

… Mas, com essa onda de tablet/celular/computador, nós saímos ganhando numas coisas. Perdemos outras, por certo. Mas ganhamos. Uma delas é a portabilidade. Escrever de pijamas em casa, de saias na rua, sentado no chão da sala e no assento do metrô. Onde bater uma boa ideia vai ser a hora de escrever. Sem mais aquela desculpinha maldita de que “Não dá”.

Editores de Texto:

iAWriter – MacOS

Clean, fonte como de máquina de escrever, uma opção de Focus que deixa ativa apenas a frase que você redige enquanto as outras ficam mais claras, te forçando a focar no que você escreve. Você pensa que é bobo, mas ajuda, na hora que você começa a escrever como gente grande.

Sem firulas, cru e rápido. Não demora para colocar a letra na tela. Tem quase nenhuma edição de texto – até dá para colocar itálico, negrito e tudo o mais, fazer listas e tal e coisa, mas esse não é o intuito. Para quem quer sentar o rabo e digitar, esse, em minha opinião, é o que há.

Além disso, para quem tem o combo Mac-Ipad-Iphone, com o Icloud, comece sua maratona em um dos três e vá terminar noutro. Sem o menor problema. Não que dê pra escrever capítulos ou contos inteiros na telinha do Iphone, mas por que não? Pessoas são pessoas. […]

Estou num caso de amor sério…

Eu ainda não decidi se estou num caso de amor sério com clássicos da ficção, ou se estou apaixonada por uma editora. (não, antes que alguém venha me falar bosta, infelizmente meu caso de amor não é patrocinado…)

Meu último livro lido foi Laranja Mecânica, pela Editora Aleph. Daí, que numa outra feira de livros, achei três livros que eu não achava para comprar já faziam mais de três anos:

Willian Gibson. Caso de amor antigo, reativado por uma nova edição.

Achei uma versão piratex há uns anos do Neuromancer, mas não consegui ler. Não sei por que, li uns pedaços e logo o larguei. Depois, procurei por Count Zero e por Monalisa Overdrive, mas não achei também, nem em piratex. Hoje, mais velha (e portanto, mais sábia), estava eu andando por aí e me deparo com essas belezuras. Pode isso? É mais que amor, muito, muito mais. Quem vê pensa que eu tô com dinheiro sobrando, mas não, é só a impulsividade por achar um livro que se queria há muito, somada a um cartão de crédito…

Reconhecimento de Padrões é o último livro lançado pelo Gibson, que segundo quem me vendeu, logo sai a segunda parte. Pelo pouco que andei lendo por aí, me parece que a temática dele nada tem a ver com um Estados Unidos destruído, como em Neuromancer, mas uma coisa totalmente atual, onde a protagonista é uma marqueteira meio que cool hunter. — Aliás, eu tava olhando outro livro da mesma editora, e reza a lenda que isso vai virar profissão, um tal de Cool CEO, um cara que conhece as modinhas internéticas tão bem, que é capaz de ditar “tendências” e estabelecer uma marca no mercado. […]

Ode ao Evernote

Sempre fui e sempre serei adepta ao papel. Ele tem um universo inteiro que se abre, como um espelho direto e reto para o cérebro. Em épocas antigas, eu diria que seria uma conexão direta com os deuses da criatividade. O papel é a ferramenta mais utilizada no mundo, sem a menor dúvidas e isso está começando a mudar.

Já lemos E-books (me inclua), levamos notebooks para a faculdade (me exclua), tiramos foto com smartphone, registramos nosso álbum de viagem não mais em álbuns lindos e caríssimos em capa de couro para ficar na mesinha de centro da sala, mas no facebook. Estamos caminhando para um mundo sem papel, mas eu não sei até quando ou até onde, o papel resistirá, ou se em alguma contracultura, a moda serão livros físicos e agendas de papel. Acho, que se isso for comparado com os hipsters de hoje, eu prefiro que meus filhos sigam a moda do obsoleto papel.

Tem um comercial legalzinho sobre a imortalidade do papel, embora ele trate de um outro papel…

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