Me Dê uma História de Amor

Nem vou advertir, cada post que eu faço parece um chororô, de todo jeito. Estou lendo, por indicação da Julianna Costa (Essa mesmo que tu tá pensando) pela única vez que nos conversamos, o “A Arte de Pedir” da Amanda Palmer. Ela entra nessa onda de que a gente, artista, não faz nada sozinho, não se Leia mais sobreMe Dê uma História de Amor[…]

No dia mulheres e eu aproveitei o melhor que pude!

Uns anos atrás, quem me lê há um tempinho já viu essa Camila: Uns anos atrás eu era dessas de bradar que “dia das mulheres não se ganha flor”. De fato, não se ganha. Não é dia para comemorar o fato de ser mulher. É dia de lembrar que nem todo mundo tem os mesmos Leia mais sobreNo dia mulheres e eu aproveitei o melhor que pude![…]

Sobre virar a página e Continuar Caminhando

Quando eu comecei a escrever para o Wattpad foi só para testar. A audácia de uma menina em querer ser grande. Todas as leituras, os amigos, os encontros, isso foi consequência. Todas as vezes que eu quis escrever mais e todas as Dependências que eu peguei na facul, isso foi consequência. Sou ligada em duas Leia mais sobreSobre virar a página e Continuar Caminhando[…]

Resenha – Black (Raquel Moreira)

Black, fugir não vai adiantar – Raquel Moreira A nova Sarah é uma boa pessoa. Ela não se mete em confusões, trabalha duro e se esforça para ser simpática. Sarah acredita que seu passado está enterrado, mas quando tenta conseguir o trabalho de seus sonhos, sua nova vida de boa moça é ameaçada pelo bad Leia mais sobreResenha – Black (Raquel Moreira)[…]

Resenha – O Pecado de Dmitry

A trama gira em torno da vida de Dmitry, um ex-presidiário que foi acusado e julgado por assassinar sua amada namorada. Ao sair do presídio, tenta de todas as formas reconstruir sua vida, mas logo encontra com Beatrice, que a revira de ponta cabeça. A moça, anos mais nova, logo se apaixona por Dmitry mas Leia mais sobreResenha – O Pecado de Dmitry[…]

O Dia em que eu Quase Matei o Lipe

Quando fiz o Bônus de comemoração de 1M para O Próximo Homem, a última coisa que pensei foi em criar um Livro para o Lipe. Não estava nos planos. Era para o Dio começar uma história e terminá-la, simples assim. O Lipe bater aqui na porta e falar “Então, sem vergonha, vamo lá né” Foi Leia mais sobreO Dia em que eu Quase Matei o Lipe[…]

Meus primeiros contatos com o Marquês de Sade

Todo mundo tem curiosidade. É falar da história dele e a gente fica com a pulguinha atrás da orelha. Coçando. Há, eu sei, quase um sacrilégio, quem nunca tenha ouvido falar dele.

Mas “Marquês de Sade” é uma das coisas no complexo movimento da terra (que eu nunca vou entender) que provoca curiosidade fulminante. Um Google e você já quer ler até os bilhetes que o homem deixava para a serviçal. É muito interessante, no mínimo, uma pessoa que torturava as outras por seu próprio prazer e foi preso na Bastilha (!) denunciado pela esposa e mais umas moçoilas por aí.

A gente acha o Marquês pelos estilhaços que sobrou dele, nesses dias. A gente acha o Marquês pelos 50 tons. E está tudo bem. Se não fossem os ruídos, nada teria sobrado, senão um seleto grupo que o cultua fervorosamente do qual, (pense você leitor o que quiser) eu não faço parte. Sério, até curto ler, mas acho muito… além de mim. Enfim.

Mas eu achei o Marquês acho que como todo mundo, ouvindo alguém falar, num blog da internet, ou coisa assim. Na época que eu ouvi sobre, sequer Crepúsculo era livro, vá lá 50tons. Não é para dar uma de “I knew it before it was cool“, sério. Na época, para você ver, não tinha uma edição no mercado. Só PDF dos amantes. E foi por eles que eu comecei. Li alguns, não vou mentir, blindada. Me preparei para aquela coisa toda de sangue e choro e zás. E não teve. Li uma coisinha tão sem graça que eu, sinceramente, estava achando o trovão que seguia toda vez que eu ouvia seu nome era puro marketing.

Abandonei. Fui para o “pai” do masoquismo. E adorei muito mais, muuuuito mais. Aviso: não contém nenhum absurso +18, a história é simples, o que fizeram com ela é que está toda a graça. Passeando pela biblioteca municipal achei uma coisa muito peculiar: A mãezoca do feminismo, Dona Beauvoir, falando de Sade em “É preciso queimar Sade?”. Aluguei, claro. Ele, mais um do próprio autor. […]

Bukowski era um Henry Miller com mais pau

E comia mulheres melhores.

Se bem posso me lembrar, se bem pode a memória tomar conta desse detalhe, digo, Bukowski tinha um pau de 19cm e o Miller, só 15. Eis a prova cabal de que tamanho não é documento. Pelo menos, para as francesas.

Ambos se contentavam em chamar suas mulheres por “bocetas”, ou “vulvas”. Um decidiu passar fome nos Estados Unidos e o outro teve de ir para a França. E escreviam sobre isso, a vida do ponto de vista da fome, da miséria. Todos conferimos à pobreza certa genialidade, mas se o leitor me permite dizer, não é a pobreza que confere qualquer coisa à eles, mas a falta de medo, o fogo nos olhos, a observação. Hemingway disse certa vez que um escritor tem que saber descrever uma pesca, do momento da espera à fisgada fatal – pelo menos para o peixe. Miller e Bukowski deram isca para pessoas. Viram a loucura, o gozo e a miséria e se sentaram para escrever. Passaram pela vida como quem passa por um túnel – sem levar nada. E ao mesmo tempo, dela levaram tudo, das menores impressões aos grandes momentos. Bukowski, sim, eu sei que você sabe, a regra número um é não subestimar o leitor, passou quinze anos no serviço dos correios. E Miller, à mercê de um Indiano sovina. Souberam passar pela vida.

O Livro só é bom quando te deixa ruim consigo

Fazer da espera uma experiência. Fazer do trabalho as férias. Não temer passar fome, nem frio, nem solidão. É saber que não somos, nem seremos completos. Aceitar o próprio tamanho. É uma coisa muito estranha essa, de saber esperar. Em pleno século 21. Não ocupar-se de experiências vazias pelo simples (fiquei parada nesse “simples” por bons minutos). Pela simples nadafazença. Não rolarás o feed por ócio. Explorar humanos, sem distinção. Se os loucos é que são os gênios e nós não o somos, observemos então! Observar e viver são coisas diferentes? Transar e ser vouyer o são? Resultam em alguma coisa semelhante, no final. Assino. […]

[Resenha] Um Cântico para Leibowitz

Outra coisa que me prometi, foi de escrever mais aqui, querido senhor Leitor Zero. Comprei o Cântico na feira do livro da USP e como me prometi desencalhar leituras, esse foi o escolhido da vez. Se a gente seguisse com a ideia da Úrsula K. Le Guin, sobre o que é a Sci-fi, eu ficaria muito frustrada de só dizer que o livro se trata de um “e se…”. Mas por partes, é bem isso. E se, depois do dilúvio que os católicos acreditam ter acontecido de fato (aquele, da Arca de Noé), viesse outro dilúvio, como também crêem os católicos (O autor, Walter Miller Jr, é católico convertido depois de lutar muito na guerra, mas, perdoe o comentário, não foi o suficiente para manter a cabeça longe da arma, depois do falecimento de sua esposa), só que dessa vez, de fogo? E se esse “fogo” fosse radiação? Eis o ponto inicial de nossa história.

Advirto ao leitor que não se trata entretanto, de um simples “contar de fatos”. É esse o cenário que permeia a trama, mas não é ele o ponto principal. Aqui, o ponto principal, digo eu, é o que acontece com a igreja e que papel ela vai assumir, quando o apocalipse termina. Sendo hoje em dia tudo digitalizado, tudo contabilizado em planilhas, quais conhecimentos seriam essenciais e quais sobreviveriam a uma catástrofe radiativa?

Leibowitz e uns migos

Leibowitz e uns migos

[…]

[Resenha] Uma mulher no Sci-fi???

Vencedor do Hugo Awards de 1970, competindo contra o SlaughterHouse-five de Curt Vonnegut, (Matadouro 5), em português. “A Mão esquerda da escuridão” de Ursula K. Le Guin figura entre os meus melhores deste ano!

Li, em resenhas do Skoob que uma pessoa “sem querer ser machista, este livro só poderia ser escrito por uma mulher”. E ele tem razão para sempre! Só uma mulher para ter tanto tato e tanta lucidez para tratar de alienígenas que não sejam asquerosos humanóides, ou que não seja sobre a invasão dos mesmos. Na temática me lembra um pouco Cavernas de Aço, de Asimov.

Genly Ai, um terráqueo dos trópicos, “escuro como a terra”, vai em missão de paz a um outro planeta. Quer fazer parcerias com esse outro grupo, para fins de evolução. E vai só, sem frota. Ele, um estrangeiro, em terras novas. Que, apelidado de “enviado”, representa também uma ameaça.

Capa

Capa Lidja!

A interpretação que dei a essa lindeza passa longe do arquétipo de ficção científica. Mais parece uma coleção de tipos, de raças. Embora não trate vastamente de muitas sociedades (todas, inclusive, Monarquias), trata com intensidade das diferenças. Da estranheza de um corpo humanóide sem genitais, andrógino em totalidade senão por uma fase de Kemmering, onde dependendo das vibrações do momento, pode se transformar ao que o terráqueo chama de homem/mulher. E só pelo fato de não ser uma sociedade voltada aos genitais, se vê a diferença tanto no físico, quanto no mental. Um rei pode ficar grávido e lamentar a morte de seu recém-nascido pelo resto da existência, como tem-se notícia que as mulheres tenham feito.

Uma criança não brinca de boneca ou de carrinho, pois não tem a separação. São só “pessoas”. O genital não dita. E as crianças sequer são criadas pelos pais, o Lar, o conjunto de dormitório, o Estado é quem cuida das crias. Todos são tratados como irmãos e são todos criados juntos. O que cria um conjunto de adjetivos de um povo muito maior que a orientação guiada pelos pais.

Contra

Contracapa e um migo do lado

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Amazon: Leia enquanto Enviamos

Das felicidades de se comprar um livro na livraria e não na internet, com certeza está na sede. Com vontade, a gente, antes mesmo de chegar em casa, já pode sentar em algum lugar e começar. Sem ter que esperar chegar, sem ficar em casa (ou mandar a mãe ficar) par receber o pacote. É só ir, comprar, voltar e ler. E engraçado que é realmente muito raro ir a um livraria sem voltar com um filhotinho novo, enquanto que em sites, é bem normal a gente só “simular a compra para ver quanto vai ficar” e não levar nada.

Talvez, com isso em mente, a Amazon criou o tal do “Leia enquanto enviamos” que dá acesso a uma obra em ebook, enquanto eles empacotam o livro físico. Das vantagens de comprar um ebook é o preço que em tese é menor e a portabilidade. Só que não fica bonito na estante, né?

Querendo fazer um especial Anais Nin, pesquisei o único livro dela que não li e vi que os preços não eram assim tão diferentes:

Preco fisico versos ebook

Preço fisico versos ebook

Então eu comprei o físico. E testei o “Leia enquanto Enviamos”. […]

Fast Food Versus Slow Food

Leitor Nulo, não troquei a frase de bem-vindo que vem no cabeçalho do blog, isso aqui ainda é sobre livros. Só que… Como, no Fast-food que é a internet, posso tratar da Slow Food, que são os Livros? É uma pergunta que eu faço e não consigo me responder. Manter periodicidade é uma premissa de Leia mais sobreFast Food Versus Slow Food[…]

Astronauta – Magnetar

Fui na Bienal do Livro esperando descontaço e.. Fuéééén. Digo, estava como a BlackFrieday, né. Tudo pela metade do dobro, mais dez por cento de desconto *que você não pode perder*.

No stand da Companhia das Letras o que me chamou atenção foi a Zahar (que estava mesmo cinquenta por cento mais barato, eu penso – se bem que não me lembro do preço nas livrarias dos clássicos capas dura). E na Panini, veja só, encontrei esse, que nem fazia parte da minha WishList (na qual cabem pelo menos oitenta por cento dos livros do mundo).

Astronauta Magnetar e um roupão e de bulinhas

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“Under Pressure” Ou – Sob a Redoma

Das graças de ler no ereader, eu penso, sejam duas: Não carregar tarugos imensos em mochilas e ler no escuro completo. Lembro de mim, aos dez anos, com uma lanterninha debaixo do cobertor, lendo as páginas de Harry Potter. Não posso me lembrar exatamente de qual deles, mas era o dois ou três. O um, eu li na cama da minha mãe – e tomei muitas broncas por isso.

Hoje, já velha, com uma cama tão grande quanto era a dela, a graça de ler debaixo da coberta ainda não acabou. É quentinho. E confortável. Só que não dá mais para carregar uma lanterna para a cama – quero dizer, até dá, mas haja braço para isso.

Bom que inventaram o ereader. O kobo roubado do namorado (que eu dei de aniversário, mas que ele nunca usou). A tela que parece papel, tão confortável e tão prática. Ler 1269 páginas sem ficar com a mão doendo. Creio que até mais rápido eu li, por que não houve o tempo de virar página, ajeitá-la e depois sim ler. Só tocar no cantinho direito e subir os olhos. Fiz meu melhor tempo, também. 25,4 horas de leitura. Não ininterrúputas, por que eu sou filha de deus. E teve jogo do Brasil. […]