Qvia Nomimor Leo

Um partido político promove rinhas de galos com crianças pré-púberes. Cada político tem seu pet, treina-os e castiga-os como bem querem. Um menino e uma menina num ringue, assistidos microscopicamente perto por um bando de abutres que, a cada vitória, fatura seis dígitos.

O tempo passa. Ele vira escritor, consegue deixar o passado para trás, tem diploma de jornalista, três livros publicados, um que está prestes a ganhar a Alemanha. Seu algoz, seu próprio pai, está morto. Ele, o Jornalista, um homem livre.

Ela é engolida pelo passado, pelo partido, vira um cão de aluguel, assassina silenciosa. Decepa e castra qualquer um a quem mandarem.

Os líderes do partido estão em divergência, chantageiam-se, dividem-se. Metade quer a cabeça dele, metade quer a cabeça dela. Um jornalista nesse mundo vale tal qual um assassino. A informação é a morte, letal como uma 9mm, devastadora como dinamite. Eles se encontram depois de quase vinte e cinco anos. Alguém vai perder a cabeça. O partido ou eles?

Quia Nominor Leo, do latim “Porque me chamam Leão”, do Português sem frescuras: Você sabe com quem está falando?