Ode ao Evernote

Sempre fui e sempre serei adepta ao papel. Ele tem um universo inteiro que se abre, como um espelho direto e reto para o cérebro. Em épocas antigas, eu diria que seria uma conexão direta com os deuses da criatividade. O papel é a ferramenta mais utilizada no mundo, sem a menor dúvidas e isso está começando a mudar.

Já lemos E-books (me inclua), levamos notebooks para a faculdade (me exclua), tiramos foto com smartphone, registramos nosso álbum de viagem não mais em álbuns lindos e caríssimos em capa de couro para ficar na mesinha de centro da sala, mas no facebook. Estamos caminhando para um mundo sem papel, mas eu não sei até quando ou até onde, o papel resistirá, ou se em alguma contracultura, a moda serão livros físicos e agendas de papel. Acho, que se isso for comparado com os hipsters de hoje, eu prefiro que meus filhos sigam a moda do obsoleto papel.

Tem um comercial legalzinho sobre a imortalidade do papel, embora ele trate de um outro papel…

Mas antes de chegar o desenlace do comercial, temos um tiozinho modernete reclamando do papel de sempre, substituindo-o por um tablet. Sabe, eu tenho um tablet. E a vida fica mais fácil com ele mesmo, principalmente na faculdade, onde de vez em quando, professor cita um link sobre a matéria, que eu não espero chegar em casa para checar do que ele está falando. Mas levá-lo apenas, sem minha canetinha e meu papelzinho, nem pensar.

Quando a livros, eu gosto de E-book. Embora nosso mercado só alimente os principais e mais comprados livros, vai chegar o dia em que teremos as duas versões para ambos, até só sobrar a versão internética. E quando esse dia chegar, se Ray Bradburry tivesse sobrevivido a isso, o Fahrenheit seria outro!

Aqui está… Mais de 800 livros nesse negócio… e tem facebook também, se conta.

Mas por mais que a gente resista à vida sem papel, algumas práticas que traz a vida sem ele simplesmente não dá para ignorar. Num tablet, você tem quantos livros dentro quiser. E, por mais que isso não conte quando você carrega apenas um livro na bolsa, quando se tem vários, isso conta muito! As costas agradecem.

Outra coisa são as anotações. Ah, putz! Não posso anotar isso pois to sem caneta! Ah, putz! Eu tinha que lembrar isso para mais tarde! Ah, putz! Putz! (Mais um e dá funk ;] )

Aí que entra nosso elefantinho verde:


Por funcionar em tudo quanto é plataforma de computadores (Linux, Mac, Windows) e em qualquer plataforma móvel (iOS, Android, WindowsPhone), é mais que um caderninho de anotações, muito mais. Guarda-se tudo que é tipo de coisa nele, desde fotos, textos, imagens da web, capturas de páginas (com plugins em navegadores), arquivos em PDF, listas de compras, desenhos feitos com o PenUltimate (para Ipad) e Skitch (Windows e Mac). Em suma, é uma extensão do seu cérebro e do cérebro de quem mais você quiser.

Notas ficam separadas em cadernos e você pode juntar cadernos numa pilha. Se somos aficionados por Livros e temos uma incrível compulsão por isso, abrimos um “caderno” no Evernote em casa, colocamos fotos dos livros que queremos, anotações, pesquisas de preços e tudo o que for cabível. Passou na livraria? Com o SmartPhone, você checa aqueles títulos desejados, vê se o preço compensa, se a edição é a desejada, se tem promoção, se mais livros serão adicionados à lista de Desejo e se alguns sairão dessa lista, para entrar na lista de “Tenho”.

Isso, se for só pensar em “cadernos” extra vida profissional. Eu uso Evernote para esse blog, para a faculdade, para livros, para tudo!

Recentemente, ganhei uma caneta especial, que sincroniza tudo o que escrevo e ouço no meu Evernote. E recentemente, digo, hoje, tive um problema com essa caneta, ao passar as coisas de um mês de aula (UM MÊS), para o Evernote. Camilinha tentou por quinze dias sincronizar os conteúdos, mas nãããão, quem disse que a internet deixava? Nããããão… E, como Evernote tem limite de uso que se reseta todo começo de mês (pois é assim que os caras ganham dinheiro, vendendo limite de coisa que você pode colocar dentro do Evernote), toda vez que eu tentava sincronizar e não dava certo, meu limite chegava ao limite. Entrei no suporte online, chorei por duas ou três linhas o meu acontecido e pronto! Ele dobrou meu limite! Ele não pediu dinheiro, não perguntou como era esse meu problema, nada! Foi lá e dobrou. E olha, que 1Gb de limite, eles vendem por cinco dólares. (Não é muito dinheiro, mas para quem não gastou o próprio limite e sim o perdeu, cinco dólares é caro sim!).

Eu já era usuária Premium (cerca de 90 paus por ano e você é usuário premium, que passa de 60MB de upload como usuário comum, para 1GB), agora sou simplesmente amante *Coraçãozinho em forma de mãos*

Então para quem não sai da agenda de papel e dos post-its e só usa o smartphone que tem, para facebook e whatsapp, melhor começar a considerar se tornar PaperLess. Um termo que está na moda e ameaça o Livro, mas que eu jamais, jamais defenderia, se fosse para que a humanidade seguisse com apenas um deles.

O Imperador do mundo me perguntaria: Paperless, tecnologias e avanços, ou Livros? E sabe Imperador, eu jamais saberia responder. Ambos universos são bãos demais, para nos privarmos de um deles.