Deus abençoe aqueles que morrerão de fome por comprar livros demais – PARTE 1

Falei de Satã no último, achei justo equilibrar.

Nessa última compra só não deixei as carça nas livraria pois eles não aceitaram.

Mãe, tá aqui o motivo da minha falência

Começando de Baixo para cima: Por já ter lido Mr Dalloway da Virginia Woolf, achei justo ler mais um dela, pra ir conhecendo a mulher. Achei essa versão linduxa Bilíngue, capa dura e tal por trinta e cinco mangos. Por ser tudo isso, achei foi barato. Uma coleção de contos que eu queria (quero, mas tô desdenhando), capa dura também, tá três vezes isso. Eu queria ter tanto dinheiro quanto as livrarias e editoras acham que eu tenho.

Passando, temos os Poem(a)s de e.e. Cummings. Eu queria tinha um tempo, mas estava muito caro. Não baixou, eu me rendi. Aqui dentro está aquele famoso poema em forma de urna, o “No thanks To”, para as catorze editoras que o recuzaram:

E por mais bobo que pareça, eu conheci este poeta por meio de uma música da Ana Carolina (Do CD “Estampado – Um Instante que não pára, faixa 14), em que ela recita o poema do homem [Eu gosto do seu corpo]. Publicado pela Unicamp, quem traduziu para o português foi ninguém menos que Augusto de Campos. Então… Acho que foi caro, mas valeu.

Depois veio um livro que eu li assim, numa sentada. A Arte – Conversas Imaginárias com a Minha mãe, de Juanjo Saéz. Muito lindinho, muito simples de ler, muito bom e muito muito. Tem umas sacadas sobre arte para quem não é do ramo e para quem é, que você fica… Como ninguém disse isso antes? Fui induzida a ler por canais literários que eu sigo [Patrícia Pirota] e [O Batom de Clarice]. Até preciso tirar foto do traço desse livro pois é coisa… LINDJA!

Acima, o Ray Bradburry.  Tomar vergonha na cara, começar a ler o homem, né? Como eu disse nesse post, o homem morreu e eu não tomei vergonha na cara para lê-lo. Coisa feia. Mas comprei mais um para por na lista da vergonha, junto de  Fahrenheit 451 e Crônicas Marcianas, o A cidade inteira dorme e outros contos breves.

Ay, deu preguiça. Continuo no próximo.