Você pensa: Eu vou começar um blog

Você pensa com seus botões: devia ter um canto seu para guardar suas bugigangas. Um canto “””acessível””” onde você pode despejar todos os seus dejetos, onde pode falar das paixões e das desgraças, pode separá-las por categorias e sair escrevendo nele como se fosse um querido diário Internético.

Só que temos leitores (temos?). E isso me deixa acanhada. Eu penso que, se vou escrever um Blog, então que ele tenha um motivo, que tenha um tema, que tenha um pra quê. Botei meu “pra quê” como livros. E tem funcionado, até. De certa forma. Só que eu não gosto de ler um livro e vir aqui dizer do que eu li, uma mini-resenha ordinária que nada mais faz do que um resumo do que foi lido com uma opinião no último parágrafo. Eu não quero só isso, não faz sentido vir falar de um livro que eu li, mas pode ser que o leitor não tenha lido. Fica um monólogo sem ninguém para rebater o conceito que formei do livro. E as vezes, nem é um livro super difícil, é só um livro que entrou na minha cabeça e eu pensei sobre ele.

Se a gente se junta para ler um livro, o resultado vai sair o mesmo? As pessoas que se vangloriam de ter lido, elas consomem o produto, ou estão refletindo aquilo, levando consigo uma parte do que compraram? Se eu pergunto o que fulano achou do livro, fulano me responde “Ah, legal”. Sim, legal, mas o que mais? Se eu quisesse saber quantas estrelas você daria, eu perguntava, mas não foi isso. Não quero o termômetro, quero saber o que te prendeu pra ler até o fim, o que te marcou de verdade, qual a graça na bagaça.

Rimei. Mas foi sem querer.

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Literatura não serve pra nada. ME POUPE!

Somos treinados desde pequenos a narrativas complexas. Filmes com reviravoltas, personagens que morreram no meio do filme e voltam das cinzas numa continuação, as CutScenes que devem se chamar assim por que ninguém assiste. Tem ainda as novelinhas, os programas infantis (Castelo Rá-tim-bum, Rá-tim-bum, Os Saltimbancos). Tudo baseado em história. Se começamos lá atrás com aeronaves destruindo meteoros, a história nos trouxe a Trevor, Michael e Franklin. Vocês que sabem de videogame melhor que eu, não podem discordar.

Entretanto, não é de hoje que personagens são estudados na Literatura. Para criar VideoGames, pessoas estudaram Teoria Literária. Para Criar Filmes, estudaram. Antônio Cândido já falava da diferença de um personagem plano (Mario Mario, encanador “”Italiano”” que pretende salvar uma Princesa das garras de um Vilão), comparado a Personagem Elíptico, como o já comentado,  Trevor, de GTA V. Ou ele não é um Solitário que se apaixona pela Esposa Sequestrada, ao passo de ser um cara que não passou no exame Psicológico para piloto? Até de sua criação sabemos! O Papai violento e a mamãe tagarela… […]

As Cavernas de Aço – Isaac Asimov

Num mundo onde somos acostumados a robôs virtuais e reais, tanto dentro quanto fora do computador, Cavernas de Aço não parece novidade. Num mundo paralelo, onde robôs não são apenas terráqueos mas também alienígenas, a divisão se dá em sociedades fechadas. Humanos com ódio de robôs, robôs com medo de humanos. A ameaça de que ambas sociedade os separa. Robôs e Seres Siderais de um lado, Humanos doutro. Humanos, separados em castas, com medo de perder seus empregos a robôs, Seres Siderais e robôs com medo das doenças que podem transmitir humanos.

As Cavernas de Aço – Isaac Asimov

Neste mundo, está um detetive humano Elijah Baley, obrigado a trabalhar lado a lado com um detetive Robô, Daneel, depois de um assassinato de um Sideral, cuja suspeita de que tenha sido por humano uma vez que, sendo siderais “Superiores” em intelectos e filosofias, um Sideral jamais assassinaria a outro. […]