Astronauta – Magnetar

Fui na Bienal do Livro esperando descontaço e.. Fuéééén. Digo, estava como a BlackFrieday, né. Tudo pela metade do dobro, mais dez por cento de desconto *que você não pode perder*.

No stand da Companhia das Letras o que me chamou atenção foi a Zahar (que estava mesmo cinquenta por cento mais barato, eu penso – se bem que não me lembro do preço nas livrarias dos clássicos capas dura). E na Panini, veja só, encontrei esse, que nem fazia parte da minha WishList (na qual cabem pelo menos oitenta por cento dos livros do mundo).

Astronauta Magnetar e um roupão e de bulinhas

A HQ conta a história daquele astronautinha do Gibi da Mônica, só que crescido. Lá do espaço ele passa por perrengues e lembra do pessoal da Terra. É um conto de solidão, de progresso vs família, ambição vs o que é importante de verdade, ainda mais que (isso é spoiler?) quando algo acontece a ele que o deixa à deriva.

Como diria Robert Crumb num outro post “Você seria capaz de encarar o universo sozinhozinho?”. Astronauta trás esse mesmo tema, só que sem perguntar o que a gente faria.

Página de Rosto – Sim, eu sou o ás dos cenários

Eu, por gostar muito de finais tristes, assim como em “Laranja Mecânica” edição de cinquenta anos, poderia vir sem a última folha. Lá, poderia vir sem o último capítulo.

É de conexões infelizes que vive nosso cérebro, dizem. A primeira página me lembra “Padrinhos Mágicos” onde o herói Crash Nebula, vindo de uma fazenda caipira, é recrutado para uma escola intergalática. No HQ, começamos no mato também. E também me lembra “Knights of Sidonia”, série original da netflix, em que o herói passa por um perrengue sozinho no espaço.