Knights of Sidonia – NetFlix e desambiguações

Quando a NetFlix começou a postar Animes, o único que eu assisti com vontade foi DeathNote (que até cabe post, eu diria…). Na minha época mais assídua de assistidora de animes, ainda não tinham inventado o NetFlix (sensação de velhice em três, dois, um…) então tinha eu que ficar baixando e assistindo.

Nessa série que não duram vinte e cinco minutos contando a introdução chatíssima que a gente pula com gosto, o que se ambienta é um cenário pós-terra em que humanos se juntam numa cidade espacial (Advinha o nome?) Sidonia. Lá, com a escassez de comida, começamos a fazer fotossíntese e a depender de comida em apenas uma vez por semana. A gravidade é artificial e, quando a nave/cidade precisa se mover, os humanos colam seus cintos nas barras de segurança e, se alguém ficar de fora, cai mesmo.

Sidonia

Além disso, como em todas as situações onde alguém tem poder e alguém não, membros do alto escalão têm vida eterna enquanto os cidadãos, quando atingem “o prazo de validade” vão para um tipo de composteira. Dá a entender que nas próximas temporadas isso vai ser um problema e Sidônia será revolucionada, só que não ainda.

Outra coisa, antes de falar do enredo: as pessoas escolhem seus gêneros. Não há nascimento de homem ou mulher, mas de pessoas e elas que troquem quando quiserem, se quiserem. Com isso, tem três banheiros nos espaços públicos. Homem/Mulher/Unissex Também, até onde entendi, não tem nascimento por parto normal, mulheres não ficam grávidas.

Nesse ambiente aparece Tamikaze, um humano normal, nascido normal, criado por seu avô nos tubos subterrâneos que todo mundo sabe que é uma ida sem volta, já que não tem A.) Mapa; B.) Humanos.

Quando esse moço aparece, vemos que ele é privilegiado pelas “castas” mais elevadas e é colocado como cadete novato da Academia Militar de Cavaleiros(esses, que vão defender Sidonia de ameaças externas). Só que qualquer pessoa, para entrar nessa Academia, precisa de muito teste, como se fosse a Universidade do Japão, uma tentativa para entrar, entrou legal, não entrou, tchau.

E aí a história segue. Eu não vou dar spoiler pro meu leitor nulo, por que não.

Por ser mais curiosinha, fui dar uma zapeada na palavra Sidonia que não é nenhuma novidade pra mim. Só que eu não sabia que esse nome se dava à área onde se encontra o “Rosto de Marte“. E também onde acredita-se que houve oceanos e tal e coisa.

Outra desambiguação foi essa música do Muse que os críticos chamaram de “Seis minutos e sete segundos de pura genialidade”.

E mais uma, da qual eu penso ser referência para chamar essa série assim, é que Cidônia também era uma pólis grega, perto de onde desesmbarcaram os Romanos e também foi conquistada por eles. Na guerra do Peloponeso, como conta a wikipedia, ficou ao lado de Atenas. Também, era um epíteto para a Deusa Atenas (mas essa última desambiguação eu preciso investigar mais nos meus dicionários).

Outra coisa interessante (que eu tava me remoendo para contar para alguém, mas não tinha ninguém para contar) é que Knight tem esse “C” escrito mas não pronunciado pois veio de uma palavra Anglo-saxã cniht, que vem de “garoto, serviçal”. Como eu descobri isso? Pelo livro “Curso de Literatura Inglesa” do lindo do Borges.

Enfinces, se alguém quiser assistir:  Netflix