Adeus 2014, Olá 2015

Aqui estou eu, no segundo dia do ano, sem nada para fazer (finalmente) pensando no ano que se foi e no ano que ainda começa. Sim, querido leitor zero, acho que mesmo contra minha vontade, isso vai ser um daqueles textos de reflexão. Me perdoe de antemão.

2014 figura entre um dos piores anos de minha vida. Estava tudo como a gente tinha planejado desde 2012, estamos na faculdade que queríamos, na casa que queríamos, tudo dentro do planejado e mesmo assim, a gente (digo “a gente” por que meu companheiro compartilha parte deste texto reflexivo mei viado). (Perdoe o termo homofóbico, ainda não achei substituto bom).

Antes do ano acabar, estava eu à procura do motivo de tanta instisfação. Da minha parte pelo menos, foquei demais nas obrigações. E me frustrei muito quando os resultados não vieram. A gente sempre acha que fez o suficiente, até ver que não foi bem assim. Eu sei que poderia ter feito mais, mas quem disse que não foi o bastante? Minha maior frustração de 2014 foi ver meu esforço resultando em notazinhas medícres. E ter trancado duas disciplinas por conta do trabalho. Tudo coisa que eu me obriguei a fazer, me dispus a fazer e que não deram certo. Houve dinheiro em 2014? Mais que em 2013, com certeza. Mas tô muito mais frustrada que em 2013. Dinheiro me trouxe frustração. Não curti.

E, se não bastasse, ainda deixei de lado meus projetos pessoais, minhas coisas. Deixei meus livros (tá certo que o dinheiro me possibilitou comprar mais livros, mas de que me adiantou, se eu não pude lê-los?), meus escritos, esse blog. Foi o ano que mais entrei no facebook e algumas coisas boas surgiram justamente pelo face, mas eu poderia ter rolado menos a timeline e essas coisas ainda me seriam valiosas. Fiquei demais procrastinando, fiquei de menos fazendo minhas paixões.

Se tem uma coisa que meu companheiro sempre fala e agora vejo que ele tem razão, é que sempre quando a gente tem um pouquinho de tempo livre, desperdiça com alguma coisa inútil e não faz as que deveria, por que acha que o tempo que temos não será o suficiente para fazer o que gostaríamos de fazer. Mas, se for juntar num saco todo os “mini-tempos” que eu gastei com bobagem, não estaria escrevendo este texto frustrado.

2014 não foi bom. Carrego dele uma culpa e um dever não cumprido. Carrego a culpa de não ter me satisfeito, não ter satisfeito meu companheiro, nem alcançado nada novo. Foi uma réplica bem chechelenta de 2013.

Por isso, em 2015, quero tocar meus projetos. Fazer as obrigações, mas tentar casá-las, prazeres e obrigações em coisas únicas. Focar na obrigação como coisa prazerosa e nos prazeres, como obrigações. Ninguém vive só de deveres. E esse ano, ainda em comparação com 2013, nem comi as comidas que eu gosto de comer, por que a gente sempre tinha que separar dinheiro para as obrigações. Sim, faltou teppan em 2014.

Eu quero sair de 2015 com o gosto de “projetos tocados”. Não quero concluir nenhum, por que eles são de longo prazo. Quero colocá-los pra rodar. Acho que assim eu faço pessoas ao meu redor felizes, eu me faço mais feliz e alivio nossa carga de “deveres”. Espero escrever bem mais aqui, espero filmar mais para aqui e publicar mais, não só aqui, mas também em ~~outros lugares. Investir mais em mim sim, gastar mais dinheiro comigo e meus projetos e deixar de ficar com essa culpa quando eu gasto, por que esse ano também foi campeão de compras inúteis. (Tá certo que descobri coisas novas e novas paixões, mas bem que eu podia ter gasto menos, ou não me preocupado tanto com essas coisas, tal como me preocupei).

2014 está longe de ser o pior ano da minha vida – tem comida na mesa e um teto na cabeça e talvez esse texto seja um daqueles “problemas de primeiro mundo”, mas se só comida e teto bastassem para a completude de um ser humano, ninguém tinha nem inventado a roda. Como a gente sabe que não é só isso que basta pra felicidade de um fulano, cá estou eu reclamando.

Enfim. Acho que ainda não cabe aqui dizer quais serão meus projetos para 2015, afinal de contas eu ainda não os delineei, mas vai afetar bastante o modo como esse negóciozinho será acessado e visto, daqui pra frente.

É isso. Beijos, querido Leitor Zero, até “ano que vem”.