Hoje foi o primeiro dia que eu não olhei para o Dio

Tortura.

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Fui dormir com a sensação de dever cumprido, lançamento tímido, sem fazer barulho com todos os grupos, todos os blogueiros, sem prometer mundos e fundos ao leitor que o comprasse. Só lancei e esperei. Fui dormir com a criança no berço, parida, saudável, três quilos e umas gramas.

Acordei órfã. Não foi legal. Filhote saiu. Pari. E o que eu faço, agora? Esqueci por umas horas. Passei quinta e sexta na rua, em outra cidade, voltei para casa sexta de noitinha. Todo o lançamento aconteceu e eu estava, literalmente, na rua. Dormindo em um hotel de azulejo frio, dois edredons poderosos e cinco graus fazendo lá fora. Sonoplasta de teatro infantil.

Hoje, debaixo das cobertas, café que acabou, olhando o arquivinho sozinho, coitado, sem nenhum retoque para receber, nenhum prazo para cumprir, ninguém para mandar PDF do tipo “olhem aí!”, fiquei sem muito o que fazer. É triste. O Dio não é mais meu. Na verdade, nunca foi, mas até ontem, antes de colocar um preço neles, eles eram todos meus. Agora é do mundo.

É assim que uma mãe se sente quando o filho sai de casa? Não sei, não sou mãe. A sensação é que todo o esforço se resume a quinhentas páginas que ninguém sabe o que será. Um calhamaço que vaga no mundo sem ninguém saber para onde. Perdi o controle. Voa, é certo que voa, mas ninguém sabe para onde – só voa.

  • Elen Mattos

    Parabéns, Camila. Sucesso!

  • Bruna Modesto

    Apaixonante! Camila, tenho uma duvida gigantesca!!!! Dio e Fê nasceram de onde? Existe alguma inspiração de pessoa pra eles??

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